segunda-feira, 7 de abril de 2014

Sinapse
Estalos
Textura
Reverberar
a fala me irrita.
jogo de forças entre meu corpo e meus olhos. A busca do equilíbrio, da posição mais agradável. Exercitar o olhar é uma guerra interna. Perceber o estímulo em cima da cabeça. Perder interesse. Ganhar de novo. Qual o limite do passo? O tempo de levantar a perna - o tempo de dentro, de si. Essas sensações que as coisas me passam na distância.
quantos músculos invisíveis quantas contrações / construções (in)voluntárias antes de pisar no chão? Quantas escolhas?
Esquerda direita esquerda mais pra cima. Baixo. Devagar devagar.. com força. O pó do chão. Eu gosto de brincar com o foco do olho. Rápido, rápido, cima baixo longe perto. Olha pra luz, agora o pé. Busco aquele fio de cabelo ali e o olho se perde, vai longe. Vai perto. Enquadramento. Manipulação.
Do drama do primeiro passo nunca me distanciei.

segunda-feira, 17 de março de 2014

tão perto, tão longe

tão longe tão longe tão longe
Antes, as toxinas do cigarro iam pro olho e ardiam e eu chorava. Hoje não é mais isso que me faz sensível.
Não é de hoje que as luzes e as pessoas me emocionam. E não é de hoje que ninguém liga. Parece que me amputaram as pernas e feridas horríveis latejam. Tudo hoje me faz menos gente.

limpar as feridas lamber as lágrimas esconder as solidões beijar meus medos acolher minhas ansiedades e resolver rir de mim quando eu lhe contar sobre um filme que vi que...