Quando criança, minha ideia de aniversário era uma festa, bexigas coloridas, papéis brilhantes e de cores vivas embrulhando os presentes – secretos. Esperar ansiosa pelo dia, contar nos dedos, fazer planos. Acordar com as mãos de mãe fazendo cócegas e o telefone que já tocava antecipando desejos de feliz aniversário. Refrigerante e um bolo caseiro com velas, familiares, amigos, colegas e até os que nunca trocaram uma palavra comigo. Naquele momento eramos um grupo, reunido em torno de um objetivo: presenciar a felicidade de alguém. Estávamos todos unidos por algo que eu não entendia, numa atmosfera quase mágica e, acima de tudo, feliz. Sempre havia um primo que não aguentava esperar pelos doces e, olhando sempre ao redor, escondia sob os dedos um brigadeiro para depois o comer, sorrateiro.
E eu abria os presentes. Oh! Aquela boneca que eu tanto queria! Um urso de pelúcia! Era brinquedo para brincar por dias, semanas.
Crescer é perder tudo isso. Crescer é não ter mais expectativa. Crescer é.. tornar-se frio?
Onde foram parar as bexigas? Onde foram parar as pessoas?
O telefone não toca mais. Onde estão as mãos quentes que me acordavam pela manhã de meu aniversário com palavras doces e amorosas? Eu sei onde estão. Mas daqui, elas não podem me alcançar. Ou não devem. Eu diria até que não querem. Mas mãe sempre quer. Talvez quem não queira seja eu, então... mas eu também quero. Então por que as mãos não se encontram mais?
Aquele primo da festa está longe, não existe mais. Também não existem os doces que seriam roubados.
Só existe uma saudade. Mas sou adulta! E isso é sinônimo de passar os aniversários sozinha. Só que isso ninguém me avisou. Será que é algo que deveríamos aprender sozinhos? Um ritual de passagem?
As pessoas já não se unem mais para festejar algo maior. O algo maior não tem valor. Não há mais velas ou troca de felicitações. No máximo, um cartão de papelaria com uma frase pronta. Coloque meu nome e mande – pois não tenho tempo a perder.
Relacionamentos poderiam ser sintetizados nisso: Um cartão, frases feitas, silêncios.
Falta tempo?
Um dia sozinha. Mais um?
Monólogo entre quatro paredes. Presentes que compro para mim mesma.
Fazer aniversário não é mais festa. Eu já nasci, já aprendi a andar. Agora podem começar a me esquecer.
Já passei, já passou, já passamos.
Sei que não devo esperar nada. Mas ainda aguardo, ao lado do telefone, uma ligação, um contato, um diálogo, mesmo que por engano. Só para eu dizer e comemorar, com o peito estufado de orgulho: hoje, é meu aniversário.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Sorrir enquanto por dentro chora. Mostrar-se feliz enquanto, por dentro, sangra.
E sangra muito. O machucado é profundo. E o pior de tudo: não para. Alguém me dê a cura, por favor! - eu suplico. Mas sei que não há cura alguma. Na verdade, não há nada além disso: dor. Em mim e em todos à minha volta. Dor.
Uma hora você se acostuma – dizem. Mas não consigo me acostumar. Parece ficar mais intensa, a faca no peito não sai. Era pra sair?
Ninguém consegue arrancar o que me machuca, ninguém consegue completar o que me falta. Sem querer me dei conta. Eu tenho tantos ao meu redor e na verdade sou a mais solitária dos seres.
Porque todas as conversas não são o bastante. Eu quero mais. Eu preciso de mais – me dê para que eu possa beber dessa fonte e ser feliz. Mas você não me dá, nem dará.
Por motivos dos quais desconheço ou não aceito. Por um objetivo ao qual nem você acredita mais. A moral já se perdeu por entre os tempos - assim como eu.
O vazio. O vazio. Eu tento identificar onde e como ele começou, não consigo. Eu-era-tão-feliz-tinha-tudo-e-não-sabia-agora-só-me-resta-essa-solidão-horrenda.
Não há mais raízes, não há mais espaço, não há mais nem razão. Só que continua doendo.
Eu volto, eu voltarei, eu gostaria de voltar. Já não posso. Desconheço outra de mim que não essa de agora. Já tive outra face? Já tive um dia um sorriso? A boca sempre fechada, os dentes unidos – inseparáveis. Se quiser, poderei separá-los? Mas eu sei que não quero.
Já se passaram tantos anos... perdi a vontade de ser boa, perdi a vontade de...só ser.
Ser algo me desgasta. Ser algo necessita esforços. Ser me dói... nos dói.
Me ensinaram a pensar tantas coisas, a imaginar tantas coisas... mas não me ensinaram isso, ninguém se propôs a explicar. Olha, porque para ser, você precisa de... - Mas não sabem o que vem depois das reticências. Ser são reticências, penso. Mas não faz sentido e nesse momento é tudo o que preciso: algum sentido.
Mas ninguém me explicou, nem você. E eu não consigo aprender sozinha. Eu não consigo mais nada. Falta-me força, falta-me coragem, falta-me alguma coisa que se perdeu a tanto tempo... Falta-me algo que nunca encontrei, algo sem forma, sem cheiro, sem cor. Eu procurei tanto, tanto... Em todas as esquinas, as ruas, os rostos, as luzes. Nunca achei e essa ausência me mata – todos os dias, de pouquinho em pouquinho... Mas não morro. Quanto tempo tenho até desaparecer para sempre? Das memórias dele, dos diários, das recordações alheias, de mim?
E sangra muito. O machucado é profundo. E o pior de tudo: não para. Alguém me dê a cura, por favor! - eu suplico. Mas sei que não há cura alguma. Na verdade, não há nada além disso: dor. Em mim e em todos à minha volta. Dor.
Uma hora você se acostuma – dizem. Mas não consigo me acostumar. Parece ficar mais intensa, a faca no peito não sai. Era pra sair?
Ninguém consegue arrancar o que me machuca, ninguém consegue completar o que me falta. Sem querer me dei conta. Eu tenho tantos ao meu redor e na verdade sou a mais solitária dos seres.
Porque todas as conversas não são o bastante. Eu quero mais. Eu preciso de mais – me dê para que eu possa beber dessa fonte e ser feliz. Mas você não me dá, nem dará.
Por motivos dos quais desconheço ou não aceito. Por um objetivo ao qual nem você acredita mais. A moral já se perdeu por entre os tempos - assim como eu.
O vazio. O vazio. Eu tento identificar onde e como ele começou, não consigo. Eu-era-tão-feliz-tinha-tudo-e-não-sabia-agora-só-me-resta-essa-solidão-horrenda.
Não há mais raízes, não há mais espaço, não há mais nem razão. Só que continua doendo.
Eu volto, eu voltarei, eu gostaria de voltar. Já não posso. Desconheço outra de mim que não essa de agora. Já tive outra face? Já tive um dia um sorriso? A boca sempre fechada, os dentes unidos – inseparáveis. Se quiser, poderei separá-los? Mas eu sei que não quero.
Já se passaram tantos anos... perdi a vontade de ser boa, perdi a vontade de...só ser.
Ser algo me desgasta. Ser algo necessita esforços. Ser me dói... nos dói.
Me ensinaram a pensar tantas coisas, a imaginar tantas coisas... mas não me ensinaram isso, ninguém se propôs a explicar. Olha, porque para ser, você precisa de... - Mas não sabem o que vem depois das reticências. Ser são reticências, penso. Mas não faz sentido e nesse momento é tudo o que preciso: algum sentido.
Mas ninguém me explicou, nem você. E eu não consigo aprender sozinha. Eu não consigo mais nada. Falta-me força, falta-me coragem, falta-me alguma coisa que se perdeu a tanto tempo... Falta-me algo que nunca encontrei, algo sem forma, sem cheiro, sem cor. Eu procurei tanto, tanto... Em todas as esquinas, as ruas, os rostos, as luzes. Nunca achei e essa ausência me mata – todos os dias, de pouquinho em pouquinho... Mas não morro. Quanto tempo tenho até desaparecer para sempre? Das memórias dele, dos diários, das recordações alheias, de mim?
segunda-feira, 29 de março de 2010
Na fumaça de um incenso.
Acendo um incenso. Ele se queima rápido, mal vejo. Cinzas que me lembram a dos cigarros... ou a dos mortos. Renovação. O ar com um leve cheiro de hortelã. Cantigas ao fundo, num clima quase místico. Seguro- o com as mãos, sacudindo-o no ar. Tanto o ar quanto eu: ambos limpos. Continua queimando rápido. Rezo. Peço todas as coisas, peço paz, peço um dia bom, peço purificação. E recebo. Hoje não quero ser eu. Quero ser uma partícula de poeira, a fumaça do incenso. Acho que até já sou: Sou simples e complexa. Sou nova e milenar. Carrego comigo outras mil de mim. Trago todas as dúvidas e as respostas, todas as razões e os sentidos. Ao mesmo tempo que não trago nada.
Mas não quero saber de complexidades, pelo menos hoje. Hoje quero apenas a fumaça do incenso na casa, enquanto canto, enquanto danço, enquanto peço e, acima de tudo, enquanto agradeço. E respiro na tranquilidade, na solidão que não é ruim. Com os pés descalços, caminho. Solta de tudo que me prende, livre dos grilhões. O incenso está acabando, a fumaça vai rumo à janela, ao céu e segue. É o meu jeito de mandar minha mensagem aos Deuses, assim como faziam as culturas milenares. É o meu jeito de dizer: Estou aqui.
Mas não quero saber de complexidades, pelo menos hoje. Hoje quero apenas a fumaça do incenso na casa, enquanto canto, enquanto danço, enquanto peço e, acima de tudo, enquanto agradeço. E respiro na tranquilidade, na solidão que não é ruim. Com os pés descalços, caminho. Solta de tudo que me prende, livre dos grilhões. O incenso está acabando, a fumaça vai rumo à janela, ao céu e segue. É o meu jeito de mandar minha mensagem aos Deuses, assim como faziam as culturas milenares. É o meu jeito de dizer: Estou aqui.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Décimo Andar
Para ouvir ao som de Construção - Chico Buarque.
Manhã de Domingo. Bem linda, bem clara, bem limpa. Um sono com sonhos coloridos e brilhantes, sem sentido algum. De repente vozes e um barulho tão forte que, de dentro do sonho mesmo, pensei: uma batida de carro. E, ainda sonhando, não soube se o barulho era verdade ou se fui eu que o inventei. Despertei em um salto, assustada. Vozes em uníssono gritavam: coitado! caiu!
A verdade me bateu na cara como um tapa, que doeu mais do que qualquer tapa que já recebi.
Um homem, inerte, que havia pulado do décimo andar. O barulho que ouvi? Som do baque do corpo contra o concreto. Perto de minha janela. O sangue quente, os olhos sem cor. Concreto vermelho e o líquido da vida anunciando a morte. Morte. Essa palavra tão feia, tão suja. As cabeças surgiam devagar pelas janelas, corpos se amontoavam, dando cotoveladas, em volta dele. Crianças corriam pra ver. Eu só consegui ouvir os choros, as palavras das pessoas indignadas ao redor. Todos esses barulhos misturados ao meu próprio pranto. Tinha mulher, tinha filhos. Mas faltava. O que?
A rede da janela cortada, sirenes. Ninguém o cobriu. O rosto ali, para quem quisesse ver. Os motivos? Ninguém sabe. Era bom moço, trabalhador, ouço dizerem. O corpo? Será levado. Mais um hoje, chefe, um covarde, mente fraca porque ninguém tem o direito de tirar o que Deus deu. Não é o que dizem?
Talvez seja exatamente o contrário. Talvez ele fosse limpo demais, inocente demais para viver no meio de toda essa podridão. E foi forte e corajoso o bastante para abandonar isso em busca de algo intocado e puro.
Eu não sei o que o homem pensou. E nem sei mais o que eu estou pensando. Mas, hoje, vestirei branco e rezarei. Por ele e, principalmente, por uma humanidade mais bonita, pelo fim dos amanhãs sujos e do futuro incerto. Vamos sorrir, vamos amar uns aos outros, vamos buscar uma harmonia para que muitos como ele encontrem aqui o que foram buscar em outro lugar!
Enquanto isso, a marca de seu sangue demorará a sair, para nos lembrar dele, para deixar a faca no coração. E, de repente, o domingo se tornou sombrio e tão escuro que já não consigo enxergar. Nem compreender.
Manhã de Domingo. Bem linda, bem clara, bem limpa. Um sono com sonhos coloridos e brilhantes, sem sentido algum. De repente vozes e um barulho tão forte que, de dentro do sonho mesmo, pensei: uma batida de carro. E, ainda sonhando, não soube se o barulho era verdade ou se fui eu que o inventei. Despertei em um salto, assustada. Vozes em uníssono gritavam: coitado! caiu!
A verdade me bateu na cara como um tapa, que doeu mais do que qualquer tapa que já recebi.
Um homem, inerte, que havia pulado do décimo andar. O barulho que ouvi? Som do baque do corpo contra o concreto. Perto de minha janela. O sangue quente, os olhos sem cor. Concreto vermelho e o líquido da vida anunciando a morte. Morte. Essa palavra tão feia, tão suja. As cabeças surgiam devagar pelas janelas, corpos se amontoavam, dando cotoveladas, em volta dele. Crianças corriam pra ver. Eu só consegui ouvir os choros, as palavras das pessoas indignadas ao redor. Todos esses barulhos misturados ao meu próprio pranto. Tinha mulher, tinha filhos. Mas faltava. O que?
A rede da janela cortada, sirenes. Ninguém o cobriu. O rosto ali, para quem quisesse ver. Os motivos? Ninguém sabe. Era bom moço, trabalhador, ouço dizerem. O corpo? Será levado. Mais um hoje, chefe, um covarde, mente fraca porque ninguém tem o direito de tirar o que Deus deu. Não é o que dizem?
Talvez seja exatamente o contrário. Talvez ele fosse limpo demais, inocente demais para viver no meio de toda essa podridão. E foi forte e corajoso o bastante para abandonar isso em busca de algo intocado e puro.
Eu não sei o que o homem pensou. E nem sei mais o que eu estou pensando. Mas, hoje, vestirei branco e rezarei. Por ele e, principalmente, por uma humanidade mais bonita, pelo fim dos amanhãs sujos e do futuro incerto. Vamos sorrir, vamos amar uns aos outros, vamos buscar uma harmonia para que muitos como ele encontrem aqui o que foram buscar em outro lugar!
Enquanto isso, a marca de seu sangue demorará a sair, para nos lembrar dele, para deixar a faca no coração. E, de repente, o domingo se tornou sombrio e tão escuro que já não consigo enxergar. Nem compreender.
domingo, 17 de janeiro de 2010
Tapas e aprendizados
Sim, eu sou a das novelas, a dos dramas. Mas desde o começo isso que senti foi verdadeiro. Nunca menti. Só tenho medo. Você é tão idiota que não percebe? O que você pensaria se uma pessoa que te ignorou desde o começo de tudo, de uma hora para outra, dissesse que sim, que aceita, que quer? Pois eu posso te dizer, colega, eu não acreditei. Já vi esse filme, cara. Óbvio que achei que ia ser mais uma, usada, coisa descartável. Não, cara, não sou e nem serei dessas. Se você quer, você quer. Tem que ser verdadeiro, simples. Não quero alguém que me venha jurando amor sem nem senti-lo de verdade, dizendo frases feitas. Eu quero que você me venha completo. Assim, com todos os sintomas de um amor. E eu senti medo, é normal! Você nunca sentiu medo de perder algo que você ama? Acho que a pior coisa não é nem nunca ter algo. Porque se você nunca teve, você só sonha, sabe? Você só imagina coisas como Poxa como seria bom se eu tivesse, se me amasse, se... E todos os meus amores até agora foram assim. Um conjunto de “se” infinitos. Só dúvidas, só interrogações. Nunca uma afirmação. Pelo menos, nunca uma que fosse totalmente verdadeira. E eu sempre saí, digamos... intacta. Assim, sempre tem aquela dor do fim de amor, coisa comum. A dor de algo que eu nunca tive. Agora, imagina eu que sou assim toda besta, toda vou-me-entregar-de-corpo-e-alma-porque-dessa-vez-dá-certo? Não daria certo. A dor de perder algo que já se teve é bem pior do que o que só ficou nos planos e na imaginação. Você consegue ver a diferença? A dor de se ter, de possuir, de trocar todas aquelas confidências e sonhos e essas coisas idiotas para depois – simplesmente- sumir é bem maior. Se for assim, prefiro nunca ter. E pensando agora, foi bem melhor eu nunca ter sido correspondida pelo teu amor. E olha que sonhei com isso muitas vezes, muitos dias. Mas se for pra eu te ter, ficar com aquela felicidade toda, aquela sensação boa do amor – que só imagino – e depois isso tudo for arrancado de mim, prefiro nunca saber o que é o amor.
Eu acho realmente que eu não podia ter te amado. Desde o começo você sempre me tratou mal, cheio das suas frases de impacto que fazem qualquer uma desistir na hora. Mas não, eu não. Por mais que eu queira, não consigo mudar. Tenho sempre que ver o lado feliz das coisas. Que lado feliz, cara? Porque eu teimo em achar a merda de um lado feliz onde não tem lado feliz algum? Mas eu vi. Um-dia-quem-sabe-num-encontro-casual-ele-se-declare. E em quantos encontros casuais desses eu fui... Todos. Nunca perdi a oportunidade de estar lá, sempre estive presente, mesmo quando ninguém conseguia ver um happy ending nisso tudo, eu continuei. Uma frase indireta, um recado fofo pra você ler, só pra você ter a certeza de que eu ainda me preocupo, de que eu continuo aqui, pra quando você quiser, eu tô aqui, é só você vir, eu te abro os braços, te encho de beijos, porque ainda te quero. Não é assim, nos livros?
Pra que? De que me serviu todo esse tempo perdido? Só pra no final você foder com tudo e dizer que, claro, eu só faço novela, eu-não-quero-eu-não-quero.
Mas, me diz, você nunca sentiu esse medo? Pois eu sinto e sinto muito. Sempre quis, como qualquer pessoa, amar e ser amada, claro. Mas ao mesmo tempo, me acho muito idiota, que eu nem aprendi a viver ainda, que eu não estou pronta, que eu não saberia lidar com uma coisa tão... sagrada, linda, pura, como o amor. É algo muito precioso de se ter nas mãos, quase como uma vida, você entende? Por amor, as pessoas morrem, cara, as pessoas matam. Como eu, assim tão ingenua, assim tão sem experiencia em nada, conseguiria cuidar bem de um amor? Se não consigo nem manter amizades ou diálogos simples?
Eu tava sim morrendo de medo e ainda estou! Você do nada disse sim. Eu achei que era mentira. Achei que era mais uma brincadeira estúpida, vamos-ver-a-Isabel-se-descabelar-pelo-amor-de novo. Depois logo pensei: Se acontecer mesmo, como será depois? Ele vai querer manter algo, sério, ele vai falar coisas tipo mas-sempre-gostei-de-você-desde-o-começo? Pedir desculpas, na sombra de uma árvore, pegar nas minhas mãos e me dar um beijo enquanto vem um vento gostoso e balança nossos cabelos?
Não, o amor não é isso. Eu tô vivendo de ilusões. Agora sim falei a mais pura verdade: a minha vida inteira é ilusão. Quem eu tô pensando que sou? Minha vida não é filme, não. Essas cenas assim, perfeitas, só acontecem em filmes, em livros. A vida é dura. Clichê mais verdadeiro. A vida te dá tapa na cara, te faz aprender, te faz ver que, cara, ela nada tem de parecida com os contos de fadas. Eu aprendi isso tarde demais.
Sabe que eu realmente penso em só ter amores impossíveis? É algo a se pensar. Porque, raciocine comigo – se você ainda estiver me acompanhando – eu entraria no amor sem nada a perder. Eu já entraria sabendo que não ganharia nada, entraria limpa, sairia limpa. Amar só por amar. Sem esperar nada em troca. Não é uma boa? Mantém o coração ocupado – coisa essa que eu preciso, de tão idiota e romântica e sentimental e trouxa por acreditar num amor, assim, forever.
Não sei onde li, não me recordo. Quando não se tem um amor correspondido, é isso que costumo fazer: afundar nos livros com romances água-com-açúcar, um romance daqueles bem idiotas, cheios daquelas frases que tanto gostam de dizer e que, depois de alguma barreira, ficam juntos no final. Um filme daqueles cheios de choro, de desencontros, até que, as always, o mocinho fica com a mocinha, se casam, tem filhos, um completando o outro, sobem os créditos e the end. Mas, estou me perdendo. Li em algum lugar que um escritor, um verdadeiro escritor, não pode ter um amor correspondido. Então, já posso me considerar uma escritora perfeita, mesmo com todos meus erros e manias e palavras pobres e uma-eterna-aprendizagem-pela-frente? Penso, às vezes, que viverei desses amores de um dia só. Sabe? O amor do bar, da esquina, da rua. Aquele em que você se joga com tudo o que tem e vive ele por completo, por um dia, sente o amor ao seu máximo e depois o deixa ir, cansado. Não deixa de ser amor, certo? E quando uma pessoa sozinha encontra outra também sozinha, o amor acontece de imediato. As pessoas precisam de amor. Não tem como dizer que não. Posso dizer que tô me cansando dessa história de amar alguém. Mas sei que esse cansaço durará no máximo alguns dias. Depois, já voltarei a procurar o amor – coisa doida! - e a querer entrar nele com tudo: corpo, alma, coração – pois é só isso que possuo. Por enquanto estou nessa de não acreditar mais em nada. Nem no amor de ninguém. Estou naquela fase em que se olha os filmes de amor – aqueles que já citei – e se pensa coisas como que-mentira-que-farsa-ninguém-ama-ninguém-assim-acorda. E me sinto uma sem sentimentos, coloco Chavela com sua voz que dói como um tapa. Esse amor é a minha agonia, esse amor é a minha tristeza, por isso quero morrer, ela canta. E soa como verdade absoluta, pelo menos agora. Não, eu não sou dessas idiotas que pensam no suicídio. Eu continuo vivendo, cara. Sem esperança, sem porra nenhuma, mas continuo. Quer destruição pior que essa? Morrer lentamente, um dia após o outro.
Toda uma vida, estaria contigo. Não importa em que forma nem onde nem como, mas junto a ti. Toda uma vida, te estaria mimando, te estaria cuidando como cuido da minha vida que vivo por ti. Não me cansaria de te dizer sempre que é em minha vida ansiedade, angústia e desespero. E mais tapas, mais socos, mais avisos, em cada palavra que ela canta. Mas eu continuo não ouvindo o que dizem. Sou daquelas que nunca aprendem.
Relaxa. Daqui a alguns dias eu já to acreditando nessa merda toda de novo. Você não sabe que eu sou assim? Já que julga saber tanto ao meu respeito. Eu preciso acreditar nisso. Porque eu só quero amar e ser amada de volta, olha que ideal mais idiota e até certo ponto, simples e estúpido. Eu só quero dar meu amor pra alguém. Busco. Eu corro atrás disso, procuro, com uma determinação que não tenho pra mais nada. Deve estar em algum lugar,sabe? Se realmente existe, numa hora dessas, deve estar se perguntando onde estou, como serei. Procuro nas ruas, nos becos. Um dia encontro. Um dia ainda tenho meu E-viveram-felizes-para-sempre. E deixo para sempre o papel de grande escritora para ser só mais uma idiota que ama e é feliz.
Eu acho realmente que eu não podia ter te amado. Desde o começo você sempre me tratou mal, cheio das suas frases de impacto que fazem qualquer uma desistir na hora. Mas não, eu não. Por mais que eu queira, não consigo mudar. Tenho sempre que ver o lado feliz das coisas. Que lado feliz, cara? Porque eu teimo em achar a merda de um lado feliz onde não tem lado feliz algum? Mas eu vi. Um-dia-quem-sabe-num-encontro-casual-ele-se-declare. E em quantos encontros casuais desses eu fui... Todos. Nunca perdi a oportunidade de estar lá, sempre estive presente, mesmo quando ninguém conseguia ver um happy ending nisso tudo, eu continuei. Uma frase indireta, um recado fofo pra você ler, só pra você ter a certeza de que eu ainda me preocupo, de que eu continuo aqui, pra quando você quiser, eu tô aqui, é só você vir, eu te abro os braços, te encho de beijos, porque ainda te quero. Não é assim, nos livros?
Pra que? De que me serviu todo esse tempo perdido? Só pra no final você foder com tudo e dizer que, claro, eu só faço novela, eu-não-quero-eu-não-quero.
Mas, me diz, você nunca sentiu esse medo? Pois eu sinto e sinto muito. Sempre quis, como qualquer pessoa, amar e ser amada, claro. Mas ao mesmo tempo, me acho muito idiota, que eu nem aprendi a viver ainda, que eu não estou pronta, que eu não saberia lidar com uma coisa tão... sagrada, linda, pura, como o amor. É algo muito precioso de se ter nas mãos, quase como uma vida, você entende? Por amor, as pessoas morrem, cara, as pessoas matam. Como eu, assim tão ingenua, assim tão sem experiencia em nada, conseguiria cuidar bem de um amor? Se não consigo nem manter amizades ou diálogos simples?
Eu tava sim morrendo de medo e ainda estou! Você do nada disse sim. Eu achei que era mentira. Achei que era mais uma brincadeira estúpida, vamos-ver-a-Isabel-se-descabelar-pelo-amor-de novo. Depois logo pensei: Se acontecer mesmo, como será depois? Ele vai querer manter algo, sério, ele vai falar coisas tipo mas-sempre-gostei-de-você-desde-o-começo? Pedir desculpas, na sombra de uma árvore, pegar nas minhas mãos e me dar um beijo enquanto vem um vento gostoso e balança nossos cabelos?
Não, o amor não é isso. Eu tô vivendo de ilusões. Agora sim falei a mais pura verdade: a minha vida inteira é ilusão. Quem eu tô pensando que sou? Minha vida não é filme, não. Essas cenas assim, perfeitas, só acontecem em filmes, em livros. A vida é dura. Clichê mais verdadeiro. A vida te dá tapa na cara, te faz aprender, te faz ver que, cara, ela nada tem de parecida com os contos de fadas. Eu aprendi isso tarde demais.
Sabe que eu realmente penso em só ter amores impossíveis? É algo a se pensar. Porque, raciocine comigo – se você ainda estiver me acompanhando – eu entraria no amor sem nada a perder. Eu já entraria sabendo que não ganharia nada, entraria limpa, sairia limpa. Amar só por amar. Sem esperar nada em troca. Não é uma boa? Mantém o coração ocupado – coisa essa que eu preciso, de tão idiota e romântica e sentimental e trouxa por acreditar num amor, assim, forever.
Não sei onde li, não me recordo. Quando não se tem um amor correspondido, é isso que costumo fazer: afundar nos livros com romances água-com-açúcar, um romance daqueles bem idiotas, cheios daquelas frases que tanto gostam de dizer e que, depois de alguma barreira, ficam juntos no final. Um filme daqueles cheios de choro, de desencontros, até que, as always, o mocinho fica com a mocinha, se casam, tem filhos, um completando o outro, sobem os créditos e the end. Mas, estou me perdendo. Li em algum lugar que um escritor, um verdadeiro escritor, não pode ter um amor correspondido. Então, já posso me considerar uma escritora perfeita, mesmo com todos meus erros e manias e palavras pobres e uma-eterna-aprendizagem-pela-frente? Penso, às vezes, que viverei desses amores de um dia só. Sabe? O amor do bar, da esquina, da rua. Aquele em que você se joga com tudo o que tem e vive ele por completo, por um dia, sente o amor ao seu máximo e depois o deixa ir, cansado. Não deixa de ser amor, certo? E quando uma pessoa sozinha encontra outra também sozinha, o amor acontece de imediato. As pessoas precisam de amor. Não tem como dizer que não. Posso dizer que tô me cansando dessa história de amar alguém. Mas sei que esse cansaço durará no máximo alguns dias. Depois, já voltarei a procurar o amor – coisa doida! - e a querer entrar nele com tudo: corpo, alma, coração – pois é só isso que possuo. Por enquanto estou nessa de não acreditar mais em nada. Nem no amor de ninguém. Estou naquela fase em que se olha os filmes de amor – aqueles que já citei – e se pensa coisas como que-mentira-que-farsa-ninguém-ama-ninguém-assim-acorda. E me sinto uma sem sentimentos, coloco Chavela com sua voz que dói como um tapa. Esse amor é a minha agonia, esse amor é a minha tristeza, por isso quero morrer, ela canta. E soa como verdade absoluta, pelo menos agora. Não, eu não sou dessas idiotas que pensam no suicídio. Eu continuo vivendo, cara. Sem esperança, sem porra nenhuma, mas continuo. Quer destruição pior que essa? Morrer lentamente, um dia após o outro.
Toda uma vida, estaria contigo. Não importa em que forma nem onde nem como, mas junto a ti. Toda uma vida, te estaria mimando, te estaria cuidando como cuido da minha vida que vivo por ti. Não me cansaria de te dizer sempre que é em minha vida ansiedade, angústia e desespero. E mais tapas, mais socos, mais avisos, em cada palavra que ela canta. Mas eu continuo não ouvindo o que dizem. Sou daquelas que nunca aprendem.
Relaxa. Daqui a alguns dias eu já to acreditando nessa merda toda de novo. Você não sabe que eu sou assim? Já que julga saber tanto ao meu respeito. Eu preciso acreditar nisso. Porque eu só quero amar e ser amada de volta, olha que ideal mais idiota e até certo ponto, simples e estúpido. Eu só quero dar meu amor pra alguém. Busco. Eu corro atrás disso, procuro, com uma determinação que não tenho pra mais nada. Deve estar em algum lugar,sabe? Se realmente existe, numa hora dessas, deve estar se perguntando onde estou, como serei. Procuro nas ruas, nos becos. Um dia encontro. Um dia ainda tenho meu E-viveram-felizes-para-sempre. E deixo para sempre o papel de grande escritora para ser só mais uma idiota que ama e é feliz.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
O grande mistério da roda
Você conhece? Claro que conhece, você conhece tudo. Me conhece mais do que eu mesma. E não é assim com as outras pessoas e objetos? É sim, você sabe muito bem. Não adianta negar, não agora, você sabe de todos os meus segredos e os segredos de todos os outros. Você está nessa a mais tempo que eu, está girando nisso a mais tempo. Me diga, então, qual é o sentido de tudo isso? Para que – ou por quem – acordo e me dou conta de que estou viva? Eu estou girando junto contigo, sim, não quero me separar de você numa hora dessas, mas não entendo a razão disso. Por que estou aqui girando também, como todos os outros? É uma coisa muito maluca, sabe. Me explica de uma vez por todas, mesmo que doa – e eu sei que vai doer. Arranca logo esse fiapo encravado, diz de uma vez o grande mistério. Eu preciso saber disso e só você conhece o segredo. Você sabe de tudo. Você entende. Se eu souber também, irei compreender melhor porque todos nós rodamos nisso, qual o sentido, a lógica por trás. Mas temo. Talvez esteja indo longe demais. Querendo mais do que posso ter. Mas você me conhece, você sabe que sou assim. Tenho medo de saber mais do que posso, seria uma carga muito grande e eu não aguentaria. O grande mistério. Não pode ser compartilhado com qualquer um: é o maior segredo, o começo de tudo. Provavelmente eu ficaria louca. Espalharia-o por aí, a razão da grande roda revelada para todos. Ninguém acreditaria. Eu acabaria, enfim, solitária, abandonada, com o segredo-que-tentei-revelar-mas-ninguém-ouviu. Você ainda iria compreender, claro, você compreende tudo. E os outros continuariam girando na roda. Mas o peso desse segredo é grande. Eu preciso compreender, eu quero compreender porque todos nós giramos nisso, assim, nesse movimento imutável. Deve ter algo grandioso por trás desse movimento louco. Algo... Sagrado? Sim, eu creio que sim. Eu acho que o grande segredo é forte demais. É melhor para nós, os rodantes, não sabermos. Se não, quem sabe, a roda perderia a graça e ninguém iria mais querer rodar. Afinal, tudo estaria revelado, exposto. Nós, os rodantes, precisamos ter algo para acreditar, algum mistério, você sabe. Algo que nos faça querer rodar ainda mais, descobrir os mecanismos, fazer teorias malucas. Algo dentro de mim diz que precisamos manter essa roda funcionando, assim, girando nesse ritmo para sempre. A roda não pode parar. Vou continuar rodando até quando conseguir, até quando tiver alguma coisa que valha a pena, alguma coisa que realmente me faça querer rodar. Mas temo. Eu temo. E você entende.
Sempre há algo além
O ano está chegando ao fim. 2009 vai indo e levando com ele memórias, amigos, diálogos.
Esse ano começou tão fraquinho, tão sem esperanças, tão quero-que-acabe-logo! Afinal, sucessor de 2008, não esperava nada de extraordinário. Era mais um ano, mais do mesmo, sem ele. No começo doeu muito, chorei por dias inteiros. Eu o via em todas as mesas, os cantos, as salas, as pessoas. E assim foi. A dor foi passando, sempre passa. Aos poucos fui descobrindo as surpresas que 2009 me reservou.
Aproximei-me de pessoas que não possuía tanta intimidade e também daquelas que nunca pensei que teria coisas em comum e julguei sem conhecer. Fiquei mais próxima de velhos amigos, de amigos esquecidos, colegas do ano anterior. Conheci pessoas novas que agora já não sei o que sou sem elas. Lentamente, a sombra do ano anterior me deixou. O medo e a angústia deram lugar a algo muito maior, de uma paz intensa, de um sentimento bonito.
Foi um ano onde pude compreender melhor as pessoas e um pouquinho mais de mim mesma. Aprendi a viver livre, ter um sentimento bom dentro de mim, aprendi a amar os outros sem medo e a admirar as pessoas pelo que elas são: imperfeitas. Sensações esquecidas há tempos vieram a tona. E pude me sentir criança de novo: aprendendo a andar e a viver. Era como se eu visse as coisas pela primeira vez. Parece tolo mas 2009 me fez sentir assim. Muitas coisas ainda não aprendi mas esse ano me fez abrir os olhos e ver que o mundo é bem maior do que eu jamais pensei. Isso me fez querer conhecer de tudo. Conhecer várias pessoas, modos de pensar, estilos de vida.
2009 foi um ano onde aprendi a me relacionar melhor com as pessoas, falar sem medo e olhando nos olhos e sem medo de mostrar meu ponto de vista. Fez com que eu me aproximasse de pessoas que sempre quis e descobrisse que ídolos podem ser pessoas do nosso cotidiano e não só aquele astistas que admiramos. Consegui perder meu medo e dizer o que sinto às pessoas que amo.
E conhecer e compreender coisas que nunca pensei. Perder o preconceito bobo que possuía as vezes. Encontrar um pouco do sentido para coisas que sempre procurei.
Um ano de choros, medos, desencontros e encontros, uma fé que encontrei, amigos, mudanças bruscas de humor, livros, filmes, shows, aproximações, família, brigas e palavrões, textos bobos, conversas de madrugada, conselhos, broncas, desabafos, um ano que me deixou com respostas e com mais dúvidas ainda, de sonhos, de objetivos e tantas outras coisas.
2008, para mim era um começo. 2009, quando se iniciou, se tornou o fim daquele ciclo que havia se formado, o fim da história. Eu achava que não iria possuir nada além. Apenas não fui capaz de ver que 2009 foi sim o término de um ciclo, mas para o começo de um muito maior. E que venha a continuação, que venha 2010!
Esse ano começou tão fraquinho, tão sem esperanças, tão quero-que-acabe-logo! Afinal, sucessor de 2008, não esperava nada de extraordinário. Era mais um ano, mais do mesmo, sem ele. No começo doeu muito, chorei por dias inteiros. Eu o via em todas as mesas, os cantos, as salas, as pessoas. E assim foi. A dor foi passando, sempre passa. Aos poucos fui descobrindo as surpresas que 2009 me reservou.
Aproximei-me de pessoas que não possuía tanta intimidade e também daquelas que nunca pensei que teria coisas em comum e julguei sem conhecer. Fiquei mais próxima de velhos amigos, de amigos esquecidos, colegas do ano anterior. Conheci pessoas novas que agora já não sei o que sou sem elas. Lentamente, a sombra do ano anterior me deixou. O medo e a angústia deram lugar a algo muito maior, de uma paz intensa, de um sentimento bonito.
Foi um ano onde pude compreender melhor as pessoas e um pouquinho mais de mim mesma. Aprendi a viver livre, ter um sentimento bom dentro de mim, aprendi a amar os outros sem medo e a admirar as pessoas pelo que elas são: imperfeitas. Sensações esquecidas há tempos vieram a tona. E pude me sentir criança de novo: aprendendo a andar e a viver. Era como se eu visse as coisas pela primeira vez. Parece tolo mas 2009 me fez sentir assim. Muitas coisas ainda não aprendi mas esse ano me fez abrir os olhos e ver que o mundo é bem maior do que eu jamais pensei. Isso me fez querer conhecer de tudo. Conhecer várias pessoas, modos de pensar, estilos de vida.
2009 foi um ano onde aprendi a me relacionar melhor com as pessoas, falar sem medo e olhando nos olhos e sem medo de mostrar meu ponto de vista. Fez com que eu me aproximasse de pessoas que sempre quis e descobrisse que ídolos podem ser pessoas do nosso cotidiano e não só aquele astistas que admiramos. Consegui perder meu medo e dizer o que sinto às pessoas que amo.
E conhecer e compreender coisas que nunca pensei. Perder o preconceito bobo que possuía as vezes. Encontrar um pouco do sentido para coisas que sempre procurei.
Um ano de choros, medos, desencontros e encontros, uma fé que encontrei, amigos, mudanças bruscas de humor, livros, filmes, shows, aproximações, família, brigas e palavrões, textos bobos, conversas de madrugada, conselhos, broncas, desabafos, um ano que me deixou com respostas e com mais dúvidas ainda, de sonhos, de objetivos e tantas outras coisas.
2008, para mim era um começo. 2009, quando se iniciou, se tornou o fim daquele ciclo que havia se formado, o fim da história. Eu achava que não iria possuir nada além. Apenas não fui capaz de ver que 2009 foi sim o término de um ciclo, mas para o começo de um muito maior. E que venha a continuação, que venha 2010!
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