Hoje estou cheia de amor. E não é um amor por si só, um amor por alguém. É maior. Sinto que meu amor chega até o outro lado. Ele só segue, sem distinção, abrange a todos. Meu amor hoje é por todas as coisas. Sinto uma paz imensa que me invade e faz com que eu chore, sem querer chorar. E faz com que eu cante e dance coisas que nunca aprendi. Elas simplesmente saem, não sei de onde, vindas também não sei como. É algo que não explico - não é preciso explicar.
Hoje eu só quero amar. Amar tudo o que me cerca, amar tudo o que conheço e não conheço, amar o que nunca irei conhecer. Só amar.
Depois de tudo isso, há o amor, não há? Caminhamos rumo a ele. É tudo o que existe no fim.
Não importa o nome que receba, não importa o que você seja, o que você siga, a tua filosofia. Tua filosofia é o amor. Nós somos o amor, nós seguimos o amor. Mesmo sem sabê-lo.
Minha vontade agora é girar. Dançar. Espantar o antigo, o que eu era. Hoje eu sou feita de amor. Um sorriso no rosto e uma paz gigantesca no peito. É tudo o que preciso. É do que precisamos todos nós. Espalhe a mensagem, doe-a, jogue-a ao vento que não será em vão.
Amor nunca é em vão. Meu pensamento vai longe, meu pensamento não tem mais ordem, meu pensamento se tornou algo do universo, do cosmo, das estrelas.
As lágrimas saem, junto o sal. São tão limpas!
Água pura. Limpa e leva pra longe, banha o corpo, lava alma. Leva minha mensagem aos outros, leva meu carinho também, compartilha tudo o que há em mim, para que eu possa receber igualmente dos outros. Troca de energias que faz com que tudo se renove, se multiplique e faz tudo continuar. É assim que flui. Somos nós fluindo junto. Em cada coisa, em cada animal, em cada planta, ecossistema, árvore, nuvem. Há um pouco de mim, um pouco de você, somos todos energias que convergem para um único ponto: o amor.
O que procuro está diante de meus olhos, o que tanto busco sempre esteve comigo, já vejo tudo, já entendo. Sou eu em ti e nos outros. São todos os outros em mim. A mesma energia nos cria e mantém, sem distinção.
Tudo isso é vital, é vital. Sinto só a luz que emana de todas as coisas vivas, sinto só sua natureza, sem matéria. O sentido de tudo é amor, a matéria de tudo é amor.
No mesmo lar, vivemos. Deixe-me compartilhar o que tenho. Compartilhando se cria, compartilhando se multiplica – para que todos sintam. Amor é a ordem do dia.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Acha que é dele a sombra a voz e o vulto o chapéu o casaco e o andar e ver que sem ele nada tem graça. Disfarça!
Uma recordação aqui no lugar de dois (ou mais) anos atrás. E o vê em todas as artes pessoas cheiros lugares por onde passa passou passará
Assim, sem pontos finais mesmo – é continuidade!
Só pra não pensar que morro de saudade desses anos estranhos (enganos?) que vivi ao teu lado
Amado
No quadro é você retratado. Os olhos distantes e errantes do homem numa foto qualquer. São os teus eu bem sei que os inspiraram – olhos que tanto erraram só de tê-los colocado em mim!
Não fui feita para ser olhada. A perfeição não pode olhar o sujo.
Esses tons de marrom é terra um casaco jeans, vidro. Te descrevo e te vejo diversas vezes.
Olho os outros nada vejo não há graça – e não passa.
Eu ouço dizerem: disfarça!
Mas como?
Umas mãos dadas, que ciúme, sentimento invade, quem me dera!
Fantasio como louca derrotada aquele beijo dela, com segredos que não saberei
Vejo outros dois, puro afeto. Nem preciso dizer o que imagino e preciso tanto tanto tanto que quase falta a compreensão sobra o incerto
Somos os dois nos outros porque em nós não podemos ser
Vivendo no alheio. Nessa vida não dá, dirá.
É esperar a próxima e ver ou arriscar e pôr tudo a perder pra ajeitar o que Deus desajeitou. Mudar planos rotas traçadas rotinas que dependem mais de ti do que de mim
Minha parte já cuidei só dizer que sim
Eu sigo...
Te vejo em tudo que faço nas esquinas por onde passo no café que acabou de sair
Te vejo: música e livros
descrição de personagens, vivos, quase saltam pelas páginas aos meus dedos.
Na próxima, na próxima, me espera
Até que eu chegue ao outro lado
Na próxima, não tarda
Aguarda!
Nasci.
Uma recordação aqui no lugar de dois (ou mais) anos atrás. E o vê em todas as artes pessoas cheiros lugares por onde passa passou passará
Assim, sem pontos finais mesmo – é continuidade!
Só pra não pensar que morro de saudade desses anos estranhos (enganos?) que vivi ao teu lado
Amado
No quadro é você retratado. Os olhos distantes e errantes do homem numa foto qualquer. São os teus eu bem sei que os inspiraram – olhos que tanto erraram só de tê-los colocado em mim!
Não fui feita para ser olhada. A perfeição não pode olhar o sujo.
Esses tons de marrom é terra um casaco jeans, vidro. Te descrevo e te vejo diversas vezes.
Olho os outros nada vejo não há graça – e não passa.
Eu ouço dizerem: disfarça!
Mas como?
Umas mãos dadas, que ciúme, sentimento invade, quem me dera!
Fantasio como louca derrotada aquele beijo dela, com segredos que não saberei
Vejo outros dois, puro afeto. Nem preciso dizer o que imagino e preciso tanto tanto tanto que quase falta a compreensão sobra o incerto
Somos os dois nos outros porque em nós não podemos ser
Vivendo no alheio. Nessa vida não dá, dirá.
É esperar a próxima e ver ou arriscar e pôr tudo a perder pra ajeitar o que Deus desajeitou. Mudar planos rotas traçadas rotinas que dependem mais de ti do que de mim
Minha parte já cuidei só dizer que sim
Eu sigo...
Te vejo em tudo que faço nas esquinas por onde passo no café que acabou de sair
Te vejo: música e livros
descrição de personagens, vivos, quase saltam pelas páginas aos meus dedos.
Na próxima, na próxima, me espera
Até que eu chegue ao outro lado
Na próxima, não tarda
Aguarda!
Nasci.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Procura-se aquele rapaz
Que levava consigo as palavras mais doces
de onde eu alimentava os sonhos e as fantasias.
Dono de todas as minhas poesias,
Devaneios e noites mal dormidas.
Que só me trouxe saudade e o medo de separações,
Me fez comprar um relógio,
Adoecer de tempo,
Odiar pontos finais.
Procura-se aquele rapaz...
Dele, só me resta o nome
E o vermelho.
A sombra que eu reconheceria
mas não vejo.
De recompensa, um beijo.
Procurem nas avenidas, becos... onde se escondeu?
O meu andar é inquieto, minha pele em brasa.
Meu passado desapareceu...
Que levava consigo as palavras mais doces
de onde eu alimentava os sonhos e as fantasias.
Dono de todas as minhas poesias,
Devaneios e noites mal dormidas.
Que só me trouxe saudade e o medo de separações,
Me fez comprar um relógio,
Adoecer de tempo,
Odiar pontos finais.
Procura-se aquele rapaz...
Dele, só me resta o nome
E o vermelho.
A sombra que eu reconheceria
mas não vejo.
De recompensa, um beijo.
Procurem nas avenidas, becos... onde se escondeu?
O meu andar é inquieto, minha pele em brasa.
Meu passado desapareceu...
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Sou nova e me sinto velha. Tenho tantas dúvidas mas, às vezes, sinto como se eu conhecesse todos os segredos. Mal comecei a viver e me sinto com a idade do universo. E um peso imenso em minhas costas.
Não há um dia em que eu não queira chorar e desistir de tudo. Não há um dia em que eu não lembre de algo ruim. Não há um dia em que eu não deseje ser outra pessoa.
Os olhos que não brilham, os cabelos que não possuem cores de fogo, o corpo comum. Faltam-me características minhas. A mente que não é diferente, os pensamentos que parecem todos iguais, nem os gostos parecem ser meus. A fala que por vezes não sai. E incomoda. Não consigo. Os fios de meu cabelo são castanhos mas não reluzem ao receber a luz do sol. Não possuem aquelas cores bonitas, vivas, sedutoras. Só há uma cor estranha – assim como tudo que eu sou. Meus traços são rudes. Meus olhos há muito perderam o brilho, são tão opacos os pobres olhos que nem me lembro da cor exata que eles tinham – se é que um dia tiveram alguma. Minha pele é seca, falta-me o frescor das moças, a pele rosada. Nem os lábios possuem cor. São tão brancos, os lábios, que pareço uma máscara - não possuo neles o carmim. Só há a pele pálida, as veias azuis – às vezes roxas - que me atravessam inteira, mostrando seus caminhos sob meu corpo como se fossem os meus próprios. Intermináveis linhas azuis, ramificadas, pontas que se perdem e se encontram.
Falta-me o jeito de mulher e ainda procuro o de moça. Estou perdida em algo entre essas duas coisas e não consigo me achar. Como posso, então, desejar algo desse jeito, sem ter nada que atraia a atenção?
Eu passo, não me vê. Eu falo, não me ouve. Eu mudo, continuo a mesma. Eu sumo, sou esquecida.
Para ele eu faço meu melhor sorriso, enquanto por dentro choro. Para ele me mostro feliz, enquanto, por dentro, sangro. Para ele, me mostro otimista enquanto, na verdade, acho tudo uma grande ilusão.
Por todas as falas que não me saíram, por todos os olhares que não consegui projetar, por minha falta de emoção, por todas as perguntas que não fiz e as respostas que não dei, por todos os diálogos que não comecei e os que deixei que terminassem, pelo tempo perdido e mal aproveitado, pela minha falta de jeito e tato, por todos os dias em que não falávamos nada.
E mais do que nunca eu o procuro, procuro, procuro.
Querendo ganhar dele os traços finos, reais e me iluminar da luz vinda do rosto dele e dividir com ele a cor de seus lábios e aprender com ele a ser o próprio sol.
Mas procurei e nunca cheguei a encontrar. Eu tinha o mundo em mim -e me pesava. Eu possuía o amor puro e ele não quis ver. Eu o havia encontrado mas ele me fugiu. Eu olhei direto para o sol e ele me cegou.
Não há um dia em que eu não queira chorar e desistir de tudo. Não há um dia em que eu não lembre de algo ruim. Não há um dia em que eu não deseje ser outra pessoa.
Os olhos que não brilham, os cabelos que não possuem cores de fogo, o corpo comum. Faltam-me características minhas. A mente que não é diferente, os pensamentos que parecem todos iguais, nem os gostos parecem ser meus. A fala que por vezes não sai. E incomoda. Não consigo. Os fios de meu cabelo são castanhos mas não reluzem ao receber a luz do sol. Não possuem aquelas cores bonitas, vivas, sedutoras. Só há uma cor estranha – assim como tudo que eu sou. Meus traços são rudes. Meus olhos há muito perderam o brilho, são tão opacos os pobres olhos que nem me lembro da cor exata que eles tinham – se é que um dia tiveram alguma. Minha pele é seca, falta-me o frescor das moças, a pele rosada. Nem os lábios possuem cor. São tão brancos, os lábios, que pareço uma máscara - não possuo neles o carmim. Só há a pele pálida, as veias azuis – às vezes roxas - que me atravessam inteira, mostrando seus caminhos sob meu corpo como se fossem os meus próprios. Intermináveis linhas azuis, ramificadas, pontas que se perdem e se encontram.
Falta-me o jeito de mulher e ainda procuro o de moça. Estou perdida em algo entre essas duas coisas e não consigo me achar. Como posso, então, desejar algo desse jeito, sem ter nada que atraia a atenção?
Eu passo, não me vê. Eu falo, não me ouve. Eu mudo, continuo a mesma. Eu sumo, sou esquecida.
Para ele eu faço meu melhor sorriso, enquanto por dentro choro. Para ele me mostro feliz, enquanto, por dentro, sangro. Para ele, me mostro otimista enquanto, na verdade, acho tudo uma grande ilusão.
Por todas as falas que não me saíram, por todos os olhares que não consegui projetar, por minha falta de emoção, por todas as perguntas que não fiz e as respostas que não dei, por todos os diálogos que não comecei e os que deixei que terminassem, pelo tempo perdido e mal aproveitado, pela minha falta de jeito e tato, por todos os dias em que não falávamos nada.
E mais do que nunca eu o procuro, procuro, procuro.
Querendo ganhar dele os traços finos, reais e me iluminar da luz vinda do rosto dele e dividir com ele a cor de seus lábios e aprender com ele a ser o próprio sol.
Mas procurei e nunca cheguei a encontrar. Eu tinha o mundo em mim -e me pesava. Eu possuía o amor puro e ele não quis ver. Eu o havia encontrado mas ele me fugiu. Eu olhei direto para o sol e ele me cegou.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Talvez, quem sabe, um dia...
E que quando, talvez, você batesse na minha porta, eu diria algo como
-Você vem para ficar?
Com a mão no peito, como se estivesse a evitar que o coração saltasse para fora ou simplesmente batesse tão forte que simplesmente parasse.
E talvez, se você batesse na minha porta, você iria responder
-Eu venho pra ficar. Eu venho para onde não saí.
E diria que teu lugar é aqui, sempre foi, nunca pensou diferente, só que não podia, não devia... já desistiu de tentar se afastar, já não conseguia lutar contra isso. E seria o momento em que você talvez me guiasse para dentro, beijasse meus cabelos, tocasse meu rosto frio com teus dedos. Talvez ocorresse tudo isso. Nunca soube, já que não passou de talvez. E talvez, nada acontecesse. Nem uma batida na porta, nem uma sombra no corredor, nem um coração inquieto. No fim, você não apareceu. E eu só fiquei com o talvez, quem sabe, um dia...
-Você vem para ficar?
Com a mão no peito, como se estivesse a evitar que o coração saltasse para fora ou simplesmente batesse tão forte que simplesmente parasse.
E talvez, se você batesse na minha porta, você iria responder
-Eu venho pra ficar. Eu venho para onde não saí.
E diria que teu lugar é aqui, sempre foi, nunca pensou diferente, só que não podia, não devia... já desistiu de tentar se afastar, já não conseguia lutar contra isso. E seria o momento em que você talvez me guiasse para dentro, beijasse meus cabelos, tocasse meu rosto frio com teus dedos. Talvez ocorresse tudo isso. Nunca soube, já que não passou de talvez. E talvez, nada acontecesse. Nem uma batida na porta, nem uma sombra no corredor, nem um coração inquieto. No fim, você não apareceu. E eu só fiquei com o talvez, quem sabe, um dia...
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
O que você está sentindo? - ouço perguntarem - Está pálida e branca, anda sempre a suspirar e olhar o chão!
Mas nunca me senti tão bonita como agora. Mesmo que as palavras de belo ou feio já não tenham valor. Olhe, pense, o que elas significam? Nada. Não há beleza nos que vêem, não há beleza para os outros. Só há o belo para si, compreende? Também não compreendo tudo. Penso que é apenas para ser assim. Por que? Não sei, eu só sinto. É assim. As coisas são simples se você se deixa sentir. Mas não deixamos.
Nunca me senti tão bonita como agora - repito, a palavra já parece-me desconhecida. Os sentidos, descobri tarde demais, não possuem significados. Os homens que teimam em dar-lhes nomes... mas eles não gostam de serem nomeados. Não precisam da necessidade de ordem dos homens, suas intermináveis separações, grupos, blocos, listas, ordens. Sentimentos se sentem. E ponto. É assim que eles se reconhecem uns aos outros. Você traz uma sensação assim, você traz outra...
Não nos basta o sentir? Palavras mudam, se esfarelam, envelhecem, voam. Sentimentos se guardam sozinhos - imutáveis.
Palavras de mais, sentimentos de menos.
Aprendi a sentir, falta-me desaprender a falar. Não preciso da boca, tenho olhos, tenho mãos. As falas mentem e nos deixam enganar. A boca diz uma coisa, o coração outra... Deixemo-nos falar, sim, de outro modo. Minha voz irá desaparecer. Sem cor, sem nome, sem nada - só com a coisa, a sensação, o palpitar. Logo me desconecto, me transmuto.
Emoções deturpadas, comuns, nomes que se escapam da boca sem serem sentidos. Já nos perdemos, mas disse que estou bem, estou ótima, estou viva. Sentimentos vêm e não os expulso.
Não, estou sã. Ou talvez louca. De que importa? Loucos somos todos, loucos estamos. Já a minha voz vai se perdendo. Vê, repara só, como sai fraca... está no fim.
Tudo termina para começar de novo, já não sabe? Não, Não irei morrer. Pelo contrário, o que pulsa em mim agora é a pura vida, a vida inicial, a primeira. Poderei sentir que sinto, que sinto. Já sou capaz de sentir...
Mas nunca me senti tão bonita como agora. Mesmo que as palavras de belo ou feio já não tenham valor. Olhe, pense, o que elas significam? Nada. Não há beleza nos que vêem, não há beleza para os outros. Só há o belo para si, compreende? Também não compreendo tudo. Penso que é apenas para ser assim. Por que? Não sei, eu só sinto. É assim. As coisas são simples se você se deixa sentir. Mas não deixamos.
Nunca me senti tão bonita como agora - repito, a palavra já parece-me desconhecida. Os sentidos, descobri tarde demais, não possuem significados. Os homens que teimam em dar-lhes nomes... mas eles não gostam de serem nomeados. Não precisam da necessidade de ordem dos homens, suas intermináveis separações, grupos, blocos, listas, ordens. Sentimentos se sentem. E ponto. É assim que eles se reconhecem uns aos outros. Você traz uma sensação assim, você traz outra...
Não nos basta o sentir? Palavras mudam, se esfarelam, envelhecem, voam. Sentimentos se guardam sozinhos - imutáveis.
Palavras de mais, sentimentos de menos.
Aprendi a sentir, falta-me desaprender a falar. Não preciso da boca, tenho olhos, tenho mãos. As falas mentem e nos deixam enganar. A boca diz uma coisa, o coração outra... Deixemo-nos falar, sim, de outro modo. Minha voz irá desaparecer. Sem cor, sem nome, sem nada - só com a coisa, a sensação, o palpitar. Logo me desconecto, me transmuto.
Emoções deturpadas, comuns, nomes que se escapam da boca sem serem sentidos. Já nos perdemos, mas disse que estou bem, estou ótima, estou viva. Sentimentos vêm e não os expulso.
Não, estou sã. Ou talvez louca. De que importa? Loucos somos todos, loucos estamos. Já a minha voz vai se perdendo. Vê, repara só, como sai fraca... está no fim.
Tudo termina para começar de novo, já não sabe? Não, Não irei morrer. Pelo contrário, o que pulsa em mim agora é a pura vida, a vida inicial, a primeira. Poderei sentir que sinto, que sinto. Já sou capaz de sentir...
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